China planeja construir um setor aeroespacial mais forte e abrangente até 2045

Por Bai Yang do Diário do Povo

O acesso norte do Grande Palácio do Povo em Beijing, conhecido como “Passagem dos Ministros”, recebeu na manhã desta quarta-feira 19 representantes da primeira linha de vários setores, participantes do 19º Congresso Nacional. É a primeira vez que o Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCCh) cria esta passagem de representantes.

O vencedor da medalha aeroespacial de primeira classe e da medalha Bayi (1º de agosto), astronauta do Exército de Libertação Popular da China, Jing Haipeng, foi honrado com a permissão de passagem, sendo um dos primeiros representantes a lá passar.

“Atualmente, juntamente com os meus camaradas, estamos a preparar-nos para a missão da tarefa da estação espacial”, afirmou Jing, mostrando as suas expetativas em voltar ao espaço novamente.

Jing Haipeng, astronauta que viajou para espaço três vezes, é entrevistado na manhã desta quarta-feira na passagem de representantes no Grande Palácio do Povo.

O presidente chinês Xi Jinping apresentou, no relatório publicado na inauguração do 19º Congresso Nacional, a meta estratégica da construção de um país forte no setor aeroespacial.

Lei Fanpei, representante do 19º Congresso Nacional, presidente e secretário do PCCh do Grupo da Ciência e Tecnologia Aeroespacial da China, revelou à imprensa que, até 2020, a China se esforçará para superar as 200 naves espaciais em órbita, com cerca de 30 lançamentos anuais, ultrapassando a UE e atingindo o estatuto de país forte no setor aeroespacial.

Lei disse que, atualmente, 30% dos índices técnicos aeroespaciais da China alcançaram o nível de classe mundial. Até 2030, a China vai unir esforços para aumentar esse número para 60%, superando a Rússia e posicionando-se de outros países, atingindo a nível dos EUA em várias áreas importantes.

Lei afirmou que a sua empresa vai completar os projetos de alta tecnologia e a tarefa principal nacional de ciência e tecnologia, incluindo: construir a primeira estação espacial chinesa e colocá-la em operação; realizar o retorno da amostragem lunar e a deteção de aterragem em Marte; completar o sistema global de navegação por satélite e a construção de sistemas de observação da Terra de alta resolução; promover de forma abrangente o desenvolvimento de cargueiros espaciais pesados e construir a infraestrutura espacial civil baseada no sistema de satélites de comunicação, navegação e sensoriamento remoto.

A conclusão destes projetos é importante para que a China tenha uma capacidade abrangente de exploração e resposta espacial, contribuindo para o estabelecimento do seu estatuto como um país forte na inovação e tecnologia aeroespacial, colocando em prática a estratégia de “três em um” e consolidando a pedra angular da estratégia de segurança nacional.

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